Emanuel Carneiro

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A emoção sobrevive

Estamos vendendo jovens e importando medalhões, com data vencida. É duro aceitar, mas é a realidade.

22/04/2019 às 12:25

Vinnicius Silva/Cruzeiro

A decisão mineira não foi um grande jogo. O medo de errar do juiz Leandro Marinho travou a disputa, e intervenções desnecessárias do VAR tiraram a intensidade dos dois times, mas não influíram no resultado.

O Cruzeiro tinha a vantagem, levou um gol e não se apavorou, usou a experiência do time, quase todos na faixa dos 30 anos ou acima dela. As duas alterações do Mano Menezes com Pedro Rocha e Thiago Neves mostraram o banco qualificado. 

O Atlético lutou muito, marcou bem, mas não teve – como sempre – força de ataque. Zé Welison anulou Rodriguinho, colou nele, mas sobrecarregou Elias que cansou na parte mais importante do jogo. A saída de Luan tirou bastante a garra do time. Geuvânio não aguentou. A insistência de chutões pra frente - defeito antigo – e bolas cruzadas na área o tempo todo apenas ajudaram a eficiente zaga Dedé/Léo em jogo aéreo. 

A discussão sobre lances permanece, faz parte da história. Na decisão paulista Corinthians e São Paulo mesmo em clima tenso o VAR não foi pedido uma única vez.

O Atlético pagou o preço da troca constante de treinadores, do diretor de futebol e de ter carências em muitos setores, entre eles o principal que é o meio-campo. 

Volta sempre a velha polêmica sobre os campeonatos regionais. A CBF anda anunciando uma padronização nas fórmulas e na diminuição de datas. É importante, inadiável. Mudamos a fórmula em Minas para pior e no Rio o modelo chega às raias do absurdo.

Ainda é valido o futebol local, os estádios estavam cheios nas várias decisões pelo Brasil afora. A rivalidade doméstica deve ser preservada, mais enxuta, mais inteligente. O futebol brasileiro com sua capilaridade precisa explorar as tradições destes regionais, dar lazer e emprego para milhares de atletas abrigados em pequenas e médias equipes, muitas delas centenárias. A Copa do Brasil, um torneio democrático ajuda bastante a missão de manter a chama acesa. 

Vamos olhar com boa vontade para nosso terreiro e deixar de lado essa comparação com o futebol europeu que de tão impossível se tornou inútil. 

Futebol hoje se tornou uma competição financeira e, aqui no Brasil, não é novidade, perdemos o poder de competir. Já há algum tempo não formamos jogadores para nossas equipes e sim para negociá-los na primeira oportunidade.

Estamos vendendo jovens e importando medalhões, com data vencida. É duro aceitar, mas é a realidade.

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