Rômulo Ávila

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Fim da geral do Mineirão completará uma década

05/07/2019 às 09:30

Lúcia Sebe/Secom MG

Há nove anos, no dia 6 de junho de 2010, o Mineirão se despedia dos geraldinos. A partida entre Atlético x Ceará, válida pela sétima rodada do Brasileirão daquele ano, foi a última antes do fechamento do Gigante da Pampulha para a modernização visando à Copa do Mundo de 2014. A torcida deu lugar às máquinas e aos tapumes e, para muitos, o estádio nunca mais foi mesmo, apesar do alardeado 'padrão FIFA'. Em 2020, o fim da geral completará uma década. 

Lembrei da geral do Mineirão em razão das principais partidas da Copa América disputadas no estádio e que têm preços de ingressos que excluem o povão. Em proporção menor, tal exclusão também é percebida nas principais competições envolvendo clubes do país. E é neste contexto de futebol moderno excludente - não o de ilicitude para policial que mata - que a geral faz ainda mais falta. O setor serviria, como sempre fez, para democratizar o futebol atual, garantindo a presença dos mais pobres nos estádios, o que é cada vez mais raro.

Ao correr os olhos pela torcida no Brasil x Argentina, tive a certeza de que o futebol popular, dos geraldinos do Mineirão, do Maracanã e de outros tantos estádios Brasil afora, é, infelizmente, coisa do passado. 

A geral era o setor mais democrático do futebol. Quantas e quantas vezes optei pela geral para 'sobrar' dinheiro do tropeirão! Repito aqui o trecho de artigo publicado recentemente neste espaço: por mais que a visibilidade não fosse a ideal, era lá que ficavam os torcedores mais humildes e fanáticos. Era lá que o pai assalariado levava o filho para ver o time do coração. Pouco importava se ele tivesse que ficar com a criança nas costas durante os 90 minutos, se tivesse chovendo ou fazendo um calor do deserto. Lá estavam os geraldinos, alegres e empurrando o time do coração. O clima único da geral era tão especial que muitos não trocavam o local nem mesmo por vaga na também extinta cadeira cativa. 

E pensar que já são nove anos sem os geraldinos. É triste constatar que o esporte mais popular virou exclusividade da elite. A extinção dos geraldinos é a prova mais cruel disso. Que saudade da geral!  

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