Ursula Nogueira

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Uma nova página do futebol feminino no Brasil 

07/06/2019 às 11:29

Divulgação CBF
Quando falamos de futebol feminino, precisamos usar algumas palavras-chave: guerreiras, preconceito, resistência, barreiras, descaso e machismo. É um mundo completamente diferente do universo do futebol masculino. 

Por quanto tempo vamos ouvir trocadilhos envolvendo conotação sexual com as jogadoras de futebol? Quantas capas de revista estampando jogadoras encontramos e, por vezes, pensamos que se tratava de uma revista masculina e não esportiva? Mulheres de minishort, poses sensuais e por aí vai. 
Por um tempo, não interessava a qualidade, mas apenas a beleza. Aos poucos, estamos evoluindo, mas precisamos andar muito ainda para atingir a tão sonhada igualdade. E digo no mínimo: no respeito. 

Nesta sexta-feira (7) começa a 8ª Copa do Mundo de Futebol Feminino. O torneio será realizado na França e 24 equipes disputam o título. Embora a Seleção Brasileira não viva o melhor momento, ficando em 10º lugar no Ranking FIFA e somando derrotas nos últimos meses, essa é mais uma chance de apoiarmos as meninas do Brasil e começarmos a escrever uma nova fase do futebol feminino brasileiro. 

Se por um lado o campeonato brasileiro de futebol feminino teve início em 2013, em países como Estados Unidos, França, Inglaterra e Alemanha já estruturam seu futebol há mais de dez anos. Com isso, é natural que estas seleções cheguem muito mais preparadas para a Copa do Mundo. 

É fato que temos nomes importantes e pesados – muito pesados – na seleção. Marta é simplesmente seis vezes a melhor do mundo. Formiga tem 41 anos de idade e vai disputar a sua sétima Copa do Mundo. Cristiane, maior artilheira do futebol. Esta é a prova que nós podemos vencer a Copa, mas talvez a maior vitória não seja o título de campeã e sim o interesse e respeito dos torcedores. Admiração da nação.

Vivemos dias que os grandes clubes brasileiros foram obrigados – sim, obrigados – a dedicarem tempo, dinheiro e atenção ao futebol feminino. Com isso, o interesse por parte dos torcedores cresceu. Consequentemente, a mídia aumentou o espaço nas grades das emissoras, os patrocínios irão aparecer, e aos poucos, as meninas serão reconhecidas e valorizadas como merecem. 

Mas ainda há muita dificuldade para todas que estão no meio. O caminho para se conquistar o “respeito” é longo e árduo. O futebol feminino ainda está sendo tratado nos clubes como um “encosto”. Coitado deles, né, Zagalo!? Vão ter que nos engolir. Vão ter que dar o braço a torcer. Vão precisar entender que o futebol feminino veio para ficar. Bem como no masculino existem atletas que mantêm família, pagam contas, sustentam filhos, ajudam parentes... O que há de diferente em relação aos homens para tanta rejeição? Que os clubes entendam o verdadeiro sentido de tudo isso e saibam que não é só futebol. Dentro das quatro linhas existem histórias que são dignas de respeito e orgulho. 

Tudo faz parte de um processo e nós precisamos acompanhar, torcer e incentivar! 

Que venha a Copa! Que venha o título! 

Vai, Brasil!

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