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Com preço alto no mercado interno, carne brasileira deve bater recorde de exportação neste ano

Por Agência Brasil, 10/12/2019 às 17:42
atualizado em: 10/12/2019 às 17:59

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Foto: Abiec/Divulgação
Abiec/Divulgação

As exportações brasileiras de carnes bovinas devem fechar o ano com 1,8 milhão de toneladas embarcadas e receita de US$ 7,5 bilhões. Se esses números se confirmarem, representarão um crescimento de 11,3% e 13,3%, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que divulgou os dados nesta quarta-feira na cidade de São Paulo.

Segundo o balanço da entidade, de janeiro a novembro, as vendas registraram 1,6 milhão de toneladas, com avanço de 12,33% em relação ao mesmo período de 2018. O faturamento teve crescimento de 12,6% ao atingir um total de US$ 6,7 bilhões. Em novembro, as exportações chegaram a 179.948 toneladas, 13,8% a mais do que o mesmo mês de 2018. O faturamento fechou o mês com US$ 847,5 milhões, um crescimento de 36,7%.

De acordo com a Abiec, os resultados refletem o crescimento da demanda chinesa, que responde por 24,5% do total exportado pelo Brasil. De janeiro a novembro, as exportações para esse país totalizaram 410 toneladas, 39,5% a mais do que o mesmo período do ano passado. O faturamento cresceu 59,7% ao chegar a US$ 2,1 bilhões.

"A China é uma operação extremamente rentável. Com relação à China, nós sempre temos um contrato pronto, um em produção, um contêiner embarcando e um já na água. Isso se reveste de um ciclo comercial bastante interessante pelo volume e demanda. A China hoje é um grande parceiro brasileiro. Temos 37 plantas habilitadas para exportar para a China", disse o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.

Para 2020, as estimativas são de que o ritmo se mantenha, puxado pela possível habilitação de novas plantas para a China e abertura de novos mercados. A expectativa é a de que haja crescimento de 13%, alcançando 2 milhões de toneladas. O faturamento deve ter um crescimento de 15%, com receita de US$ 8,5 bilhões.

Com relação aos preços da carne no mercado interno, Camardelli afirmou que o "soluço" entre outubro, novembro e dezembro foi protagonizado por uma elevação da demanda, mas a expectativa é a de que haja uma acomodação.

"Os preços já sinalizaram uma diminuição na China. Naturalmente, deverá haver uma adequação em relação à matéria-prima. A expectativa que se tem é da que ainda haja uma zona cinzenta, usando como referência o ano novo chinês em 25 de janeiro, e depois deve haver uma normalização de acordo com oferta e procura", disse.

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