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Demanda por água maior do que o disponível: Itatiaia acompanha expedição no rio Paracatu

Por Redação , 14/05/2019 às 08:36
atualizado em: 14/05/2019 às 17:12

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Foto: Edilene Lopes/ Itatiaia
Edilene Lopes/ Itatiaia

Considerado um dos mais importantes rios de Minas Gerais, o Paracatu vive o dilema de ter parte da sua bacia declarada como área de conflito, quando a demanda por água é maior do que a disponibilidade. Confira abaixo os bastidores do primeiro dia da expedição. 

Conduzida pela repórter Edilene Lopes, a Itatiaia viajou até a cidade de Paracatu, região Noroeste de Minas Gerais, para uma expedição, que teve início na última sexta-feira (10), durou quatro dias e três noites e percorreu 366 quilômetros até o encontro com o Rio São Francisco. Clique aqui e ouça o primeiro episódio.

Após concentrar a equipe, repassar o planejamento do trajeto e receber os condutores que vieram da represa de Três Marias, a expedição teve início com 12 integrantes: oito expedicionários e quatro pilotos, em quatro barcos, com capacidade para três integrantes cada um. Entre eles estavam membros do Comitê do rio Paracatu, da bacia do São Francisco, do Instituto Nacional de Flores, do Movimento Verde, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e da Rádio Itatiaia.  

Lara Ferreira da Cunha Fonseca, analista ambiental do Igam e secretária adjunta do comitê da bacia, participou da expedição que navegou, nadou e pescou no rio. “A bacia do rio Paracatu tem uma disputa muito grande por água, tanto por irrigação quanto por mineração, que são os usos preponderantes. Quando existe em um ambiente mais demanda por água do que disponibilidade, existe um instrumento para o órgão gestor que é a declaração de área de conflito”, destaca. 

Segundo Lara, essa é a maior declaração de área de conflitos de Minas. Uma vez declarada área de conflito, não se pode mais conceder outorga individual para usuário algum. Apenas de maneira coletiva. Desta forma, os usuários da região se mobilizam para conseguir uma outorga coletiva.

“É uma percepção que traz uma vivência prática, uma sensibilização para a situação do rio, um encantamento que dá energia e força para corrermos atrás de soluções em comum, garantindo todos os recursos para as atuais e futuras gerações. A responsabilidade de cuidar do rio de todos nós”, finaliza Lara. 

Confira os bastidores do primeiro dia da expedição:

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