Edilene Lopes

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80% dos servidores estaduais estão em home office

29/06/2020 às 05:36

Em primeira mão: 80% dos 300 mil servidores públicos estaduais de Minas estão em home office por causa da pandemia de covid-19. Há trabalhadores de todas as áreas em trabalhando de casa, como nas secretarias da Fazenda, Planejamento, Meio Ambiente, Educação e Cultura.

São profissionais do serviço administrativo, principalmente de repartições internas, que trabalham, por exemplo, na Cidade Administrativa. No entanto, há servidores que lidavam diretamente com o público, mas que, por causa do distanciamento social, também passaram a atuar da própria residência. É o caso de milhares de professores, que estão orientando e acompanhando estudantes da rede pública estadual a distância.

Os outros 20% são profissionais de áreas como saúde e segurança pública, que permanecem trabalhando presencialmente, na linha de frente de combate ao novo coronavírus. Inclusive, esse é o critério alegado pelo governo nos últimos meses para pagar prioritariamente os salários dessas categorias, com a queda na arrecadação durante a pandemia.

Profissionais como assessores de comunicação, o governador, secretários e partes de suas equipes também têm trabalhado presencialmente.

Ainda não há um balanço oficial de produtividade do teletrabalho, mas a informação de bastidores é de que algumas chefias relataram aumento de produção em algumas áreas. O próprio governador Romeu Zema (Novo) já disse à Itatiaia que no pós-pandemia pode manter parte do funcionalismo em home office, o que seria mais uma forma de gerar economia.

Contra a reforma da previdência

Até os militares, que foram contemplados pela reforma da Previdência aprovada em âmbito federal, são contrários ao projeto de mudança nas aposentadorias apresentada pelo Governo de Minas à Assembleia Legislativa. Nesta segunda-feira, representantes da segurança pública, dentre eles militares, policiais civis e policiais penais (agentes penitenciários e socioeducativos) entregaram um documento ao presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV), pedindo a reprovação da proposta.

Segundo as 16 entidades que representam a segurança e assinaram o documento, o projeto é um ataque à política remuneratória do servidor público estadual e acaba com direitos como o quinquênio, que vale para quem ingressou até 2003 e representa um acréscimo de 10% na remuneração a cada cinco anos. Segundo eles, o texto também extingue a avaliação de desempenho, que é para quem entrou depois de 2003. Na Polícia Militar, por exemplo, há uma avaliação anual, que é somada e, a cada cinco anos, o benefício remuneratório pode chegar 10%. Ambos os valores são incorporados para os inativos. 

Zema x Agostinho

O deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT-MG) participou da reunião e disse ter ficado claro que o governo estadual não dialogou com os deputados anteriormente sobre a reforma e que Agostinho entende que a proposta é uma desvalorização e uma pancada nos servidores. “O governador condenou o funcionalismo e nomeou o presidente da Assembleia como carrasco. Espero que ele não aceite esse papel”, disparou.

Bolsonaro em Minas

O presidente Jair Bolsonaro esteve em Minas nesse fim de semana, em uma comitiva com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freiras, e alguns deputados federais, como o líder da bancada mineira, Diego Andrade (PSD), e o Cabo Junio Amaral (PSL). O presidente visitou o 2º Batalhão Ferroviário do Exército Brasileiro, em Araguari, no Triângulo Mineiro, que se prepara para obras ferroviárias do governo federal, segundo Junio. De acordo com o parlamentar, o Triângulo Mineiro também deve receber outras obras. 

Apesar de a visita ter sido rápida e sem ampla divulgação prévia, apoiadores de Bolsonaro se juntaram para recebê-lo. Gerou polêmica o fato de o presidente ter se aproximado do grupo, confraternizado e tirado foto sem máscara em plena a pandemia.

Sem máscara

No Distrito Federal, o não uso de máscara em locais públicos gera multa. A Justiça Federal obrigou o presidente a usar o equipamento, sob pena de multa de R$ 2 mil, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu. Na peça, o advogado-geral da União, José Levi, argumenta que a decisão viola uma série de normas, dentre elas o princípio da separação dos Poderes. Na decisão contra o Bolsonaro, o juiz alega que o presidente deve ser tratado como os outros cidadãos. O ex-ministro da educação, Abraham Weintraub, chegou a ser multado.

Aqui em Minas também é exigido o uso de máscaras. Zema até determinou que a polícia fiscalize, mas não há punição. 

ABC da Política

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no Instagram @reporteredilenelopes.

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