Edilene Lopes

Coluna da Edilene Lopes

Veja todas as colunas

Sem recursos para investimentos e focado em PPPs, Governo de Minas anuncia troca de secretário

24/07/2020 às 04:42

O secretário estadual de Infraestrutura e Mobilidade, Marco Aurélio Barcelos, vai deixar o governo de Minas. A informação foi dada em primeira mão pela Itatiaia, no início da tarde e confirmada, em seguida, pelo governo. Entra no lugar Fernando Marcato, professor de direito da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, mestre em direito público pela Universidade de Paris e que foi secretário executivo de Novos Negócios da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP). A informação de bastidores, apurada pela Itatiaia, é que Barcelos fica na pasta até o fim do mês e que saiu, a pedido dele mesmo, porque teria recebido uma proposta “irrecusável” da iniciativa privada. 

Polêmicas

No ano passado, circulou a informação de que a situação de Marco Aurélio Barcelos estaria instável dentro do governo. A reportagem chegou a perguntar sobre o assunto, mas o secretário afirmou que estava tudo bem. Os detalhes do ventilado impasse nunca foram revelados. Bem-articulado e inteligente, na primeira ida ao Assembleia Fiscaliza, para prestar contas das ações da pasta, também no ano passado, Barcelos se saiu bem com os deputados. No entanto, ainda em 2019, sem recursos para investimentos, o secretário enviou para a Assembleia o catálogo de obras do governo para que os deputados pudessem destinar recursos de emendas. A primeira reação dos parlamentares, antes de elegerem alguns projetos para contemplar suas bases, foi a de não destinar recursos, o que causou um certo mal-estar entre executivo e legislativo. 

Hospital de Campanha 

Neste ano, no início da pandemia da covid-19, o nome do secretário feio à tona mais uma vez, depois de uma tentativa de negociação do governo de Minas com a Prefeitura Belo Horizonte para instalação do Hospital de Campanha no Mineirão. Depois de o prefeito ter dito que Zema era mal-assessorado, por isso, a parceria não teria dado certo, a reportagem da Itatiaia foi atrás dos bastidores e trouxemos as informações aqui, na coluna Em Cima do Fato. Fontes ligadas à Prefeitura disseram que Marco Aurélio Barcelos teria dito que a parceria seria possível, desde que o governo de Minas fosse o protagonista do feito. De imediato, procuramos Barcelos que classificou a declaração do prefeito como “descabida” e “pouco feliz”, afirmou que o Mineirão e demais equipamentos públicos estavam à disposição das autoridades municipais e disse à prefeitura que seria necessária um alteração do contrato da governo de Minas com a empresa que administra o Mineirão, por isso, estado e prefeitura teriam que estar lado a lado. À época, o secretário afirmou ainda que prefeitura fez uma interpretação equivocada. 

Motivo da saída 

Apesar de situações anteriores de tensão, ao que tudo indica, o secretário saiu de fato a pedido dele mesmo e teria ajudado a construir a própria sucessão. Em nota oficial, o  governador Romeu Zema lamentou a saída de Barcelos e agradeceu os “relevantes serviços prestados pelo secretário”, reforçou respeito ao trabalho de Barcelos, desejou sucesso e informou que ele pediu para ser exonerado do cargo por motivos pessoais. Ainda de acordo com a nota, no período que passou à frente da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Minas Gerais viu avançar importantes projetos, como o Programa de Concessões Rodoviárias e o projeto de concessão do Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte.  Segundo Zema, Fernando Marcato reúne todos os atributos necessários para dar continuidade à agenda de infraestrutura no Estado de Minas Gerais. Nos bastidores, a informação é de que Marcato seria um entendedor do ramo de concessões e Parcerias Público-Privadas. 

Sexta-feira sem coletiva da PBH 

Sexta-feira sem coletiva da prefeitura de Belo Horizonte, já que não há nenhuma novidade para ser anunciada sobre a reabertura do comércio na capital. Depois de duas semanas de flexibilização, com o aumento de casos da covid-19 e da ocupação de leitos, BH voltou à estaca zero e dela não saiu mais. Atualmente, em Belo Horizonte, segundo decreto municipal, é permitido apenas o funcionamento do essencial. E, agora, depois que um recurso da prefeitura derrubou decisão judicial que permitia a reabertura de bares e restaurantes, a expectativa é que as aglomerações que começaram a ser registradas nos últimos dias não ocorram mais, pelo menos nas regiões mais centrais, já que na periferia muitos bares estão abertos. 

No início da semana que vem os números serão reavaliados. A informação de bastidores é que não está descartada a possibilidade de haver algum anúncio antes da próxima sexta-feira, mas também não há nada marcado. Toda e qualquer novidade vai depender da evolução ou não da pandemia do novo coronavírus. 

*As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no Instagram @reporteredilenelopes.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    'O projeto introduz dispositivos claros e objetivos, com penalidade para aqueles que prestarem informações falsas ou deixarem de executar as medidas compensatórias', defend...

    Acessar Link