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Covid-19 no futebol: hora de parar?

17/11/2020 às 06:55
Covid-19 no futebol: hora de parar?

Novembro trouxe o segundo turno do Brasileiro... e uma onda expressiva de coronavírus no nosso futebol. Há explicação? Será que o protocolo médico está sendo deixado de lado? Será que existe um relaxamento pelos clubes e pela CBF?  Ou um descaso involuntário das pessoas? O coronavírus não relaxou em nenhum momento. Não saiu de cena, nem de campo. Está sendo titular os 90 minutos. 

Na Série A, os casos são dentro e fora do campo, atingindo jogadores, comissão técnica e funcionários administrativos dos clubes. Sem contar familiares. No Palmeiras, são 17 casos. Além disso, tem confirmações no Santos, Coritiba, Flamengo e agora o Atlético, com 20 diagnósticos em três dias.

O que se vê é uma vã consciência de que a pandemia acabou. Bares lotados, pessoas sem máscaras, aglomerações sendo formadas, e por aí vai. O que antes era chamado de evento clandestino se tornou escancarado. O novo normal caminha para o antigo normal. E o futebol, que não foge à regra social, ganha consequências.

Para o comentarista Casagrande, da Rede Globo, o futebol brasileiro deveria ser paralisado. “O futebol errou lá atrás. Na minha opinião, lá atrás, na discussão sobre volta ou não volta, errou. Agora, eles não podem errar. Na minha opinião, tem que parar o campeonato, porque não pode continuar dessa maneira. Não pode, cara. A coisa vai correr. Tem que voltar tudo de novo, senão não vai dar certo”, disse.

Há uma faca de dois gumes: será que é hora de pensar realmente em uma paralisação? Ao mesmo tempo em que temos que nos preocupar com a integridade dos jogadores e funcionários, não tem como negar que o futebol é um alento ainda maior em um ano tão difícil para o brasileiro. Com isolamento e restrições, a paixão pelo esporte é um alimento ao corpo e à alma. Certo que que a vida vale mais que qualquer coisa no mundo.

As regras

Para o retorno do futebol, em julho, os protocolos estabelecidos foram: os diagnosticados com a covid-19 que tenham passado assintomáticos ou apenas com sintomas leves no início da doença, precisavam ficar em isolamento por dez dias, podendo retornar no 11º — este é o cronograma em geral para atletas. O período fora sobe para 14 dias apenas em casos com sintomas mais fortes, e a volta, então, só ocorre no 15º.

A pergunta que fica é: não precisamos rever, enquanto não seja tarde demais, um protocolo de prevenção, não de remediação? Afastar quem está com o vírus pode ser 'tarde demais' para um meio coletivo. Provas disso estão chegando, com as contaminações em massa nos clubes. Em um ano de tanto aprendizado, talvez seja a hora de estudarmos mais um pouco para novas lições e atitudes desportivas. A covid-19 não cansa e a vida é inegociável.

Foto: Pedro Souza/ Atlético

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