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Após dia D, pais têm mais alguns dias para vacinar crianças em Belo Horizonte

A expectativa é que somente em Belo Horizonte sejam imunizadas 104 mil crianças, de 1 a 4 anos, contra a poliomielite

Por João Felipe Lolli, 17/10/2020 às 19:47
atualizado em: 17/10/2020 às 19:59

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Foto: João Felipe Lolli / Itatiaia
João Felipe Lolli / Itatiaia

RESUMO

  • Após dia D, pais têm mais alguns dias para vacinar crianças em Belo Horizonte 
  • A expectativa é que somente em Belo Horizonte sejam imunizadas 104 mil crianças, de 1 a 4 anos, contra a poliomielite


Quem não conseguiu vacinar os filhos neste sábado (17) dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra poliomielite, a paralisia infantil, ainda tem até o dia 30 para colocar a caderneta dos pequenos em dia.

A expectativa é que somente em Belo Horizonte sejam imunizadas 104 mil crianças, de 1 a 4 anos, contra a poliomielite, que é conhecida também como paralisia infantil. As crianças e adolescentes, de 0 a 14 anos, puderam também atualizar o cartão de vacinação contra outras 18 doenças.

Os postos funcionaram na capital neste dia D de vacinação de 8h até às 17h. O funcionário público estadual Rafael Andrade, de 36 anos, levou a filha de 2 anos para ser imunizada. “A gente tenta manter a vacina em dia e dentro do cronograma. Só ficou faltando a vacina contra poliomielite. Por isso, a gente aproveitou para vim hoje. Dá a sensação de ter a filha protegida”, declarou. 

O empresário Caio Márcio Pereira, de 58, levou os três filhos ao posto de saúde neste sábado. “Tenho um filho de 11 anos, um de 9 e outro de 2 anos. Vamos imunizar todo mundo. Vamos colocar a vacina em dia para proteger as crianças. O mais novo vai se imunizar contra a poliomielite, o de 9 contra a hepatite e o mais velho é contra HPV e hepatite também”, explicou. 

A diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da prefeitura de Belo Horizonte, Lúcia Paixão, cerca de 10% do público-alvo já foram imunizadas até agora. “Essa campanha tem como foco principal a questão do combate à poliomielite, considerando que essa vacina está ofertada de forma indiscriminada, ou seja, independente do cartão de vacina da criança, de 1 a 4 anos, ela recebe a gotinha”, explica a dirigente. 

Lúcia Paixão explica que a doença ainda está ativa na África e que é preciso evitar que ela retorne ao país. “Ainda temos a poliomelite no mundo, principalmente na África. Se a gente não tiver uma uma boa cobertura, corremos o risco de reintrodução de uma doença que está erradicada aqui desde o século passado. Nós não podemos permitir isso”, explica. 

A campanha de imunização contra a poliomielite vai até o dia 30 de outubro na capital. Os 152 postos de saúde funcionam de segunda a sexta-feira, com horários variados a depender da unidade. O horário padrão é de 8h até às 17h. 
 

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