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Proibição de coligação partidária pode diminuir impacto do chamado 'puxador de voto'

Por Redação , 11/11/2019 às 09:04
atualizado em: 11/11/2019 às 09:12

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No quarto episódio do podcast “Abrindo o Jogo”, com a repórter Edilene Lopes, a entrevista é com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), o desembargador Rogério Medeiros. Entre diversos assuntos, ele fala sobre a trajetória até comandar a corte que define o futuro de políticos que não seguem as regras eleitorais em Minas, e sobre o fim das coligações partidárias, que pode resultar em uma nova dinâmica nas eleições.

Confira a entrevista completa no Itacast ou nas principais plataformas digitais

A proibição de coligação de partidos para cargo parlamentar já para as eleições de 2020 vai diminuir o impacto da figura do chamado “puxador de voto”, aquele candidato popular que elege com ele outros candidatos da mesma chapa, mesmo que individualmente eles tenham um número pequeno de votos. 

A medida deve corrigir a distorção que permite que sejam eleitos políticos com baixa votação, enquanto concorrentes com mais votos ficam de fora das casas do Legislativo, de acordo com o desembargador.

“No caso do ano que vem, os partidos não podem mais se coligar para a disputa de cargos de vereador em todos os municípios. Os partidos só podem lançar candidatos individualmente. O candidato ele tem que ter individualmente uma votação que corresponde a 10% do quociente eleitoral”, explica.

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, o desembargador disse ser contrário a candidaturas avulsas, contra a criação de novos partidos e também é contra o fundo partidário que, de acordo com ele, não acaba com problema do caixa dois de campanha.

“Eu acho absurdo. No Brasil nós estamos quase com 40 partidos, se eu não tiver enganado são 36 já criados e outros tantos por criar, isso não comporta. Infelizmente o grande atrativo para se criar partido é o fundo partidário, são recursos do Tesouro Nacional e as arrecadações de todas as multas eleitorais que são repassadas no rateio, proporcional ao número de deputados federais que esse partido tem na Câmara. Quem tiver mais deputado ganha mais dinheiro, quem tiver menos ganha menos, quem não tem nenhum ganha um mínimo, mas todo mundo ganha”.

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