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Tem jeito certo de se manifestar contra o racismo no esporte?  

Por Milton Naves, 12/07/2020 às 16:07
atualizado em: 12/07/2020 às 16:08

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Por Milton Naves, narrador da Itatiaia

Em diversas ligas da Europa, como na Premier League por exemplo, virou tradição todos se ajoelharem, inclusive o árbitro, em solidariedade ao movimento “black lives matter”. 

Thierry Henry ficou, pelos primeiros 8 minutos e 46 segundos da partida que marcou a retomada da MLS, ajoelhado (mesmo tempo em que o policial esteve com os joelhos no pescoço de George Floyd). 

Na semana passada, quando a temporada da F1 voltou, a cena da maioria dos pilotos ajoelhados em protesto contra o racismo ganhou mais holofotes do que a corrida em si. Seis pilotos não se ajoelharam. Eles também trajavam camisas em apoio à causa, mas não se ajoelharam. Nos EUA, remanesce um grande debate sobre o tratamento de temas de alta sensibilidade política no esporte profissional. Protestar contra violência policial a pretos durante o hino é, para muitos, necessário. Para alguns, é desrespeitoso a um símbolo nacional. 

Qual o limite para protestos contra racismo no esporte? Na minha opinião, não deve haver. O esporte é uma das manifestações culturais mais democráticas que existe. 

Os momentos em que o mundo mais se esquece de seus conflitos geopolíticos e diplomáticos são, justamente, os grandes eventos esportivos. 

O esporte não pode, nunca, negar a sua vocação e responsabilidade de pautar debates importantes para a evolução da sociedade. Em minha opinião, no esporte, nenhum outro valor está acima da igualdade. Por isso mesmo que nenhuma ação contra o racismo no esporte deve ser repreendida, tolhida ou minimizada.

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